25 de fevereiro de 2014

Samsung lança Galaxy S5























A Samsung apresentou o Galaxy S5 e com ele confirmou quase todos os rumores. O novo carro-chefe da companhia vem com sensor de digital, uma câmera otimizada e uma carcaça à prova d’água. Verdadeira surpresa foi o sensor de pulsação - e uma nova interface de usuário que lembra, e muito, o iOS 7.


Interface 2D: uma tendência

Em junho de 2013, a Apple apresentou o iOS 7 e quebrou com todas as tradições desde o primeiro iPhone. A pioneira de smartphones se despediu do visual plástico em 3D, com seus efeitos de luz e sombra, até então usado meticulosamente para cada ícone do display. Em vez disso, apostou-se no visual 2D abstrato sem qualquer sensação de perspectiva. Os usuários Android conhecem há algum tempo esse design, sobretudo dos aplicativos do Google. Com o Galaxy S5, a Samsung passou a seguir a mesma linha.

Mas é preciso dizer que a Samsung falhou ao não oferecer uma experiência de usuário uniforme. A nova interface, sem dúvida bem feita e uma das melhores novidades que já vi no Android, aparece apenas em alguns lugares: no menu de configurações, nas apps da Samsung e na barra de status. Quando voltamos para a homescreen ou para a gaveta de aplicativos, somos atirados de volta para o colorido excêntrico mundo Android da Samsung, que não transmite em absoluto a mesma atamosfera minimalista, com símbolos planos e linhas finas. A impressão que fica é irregular.

Tecnicamente tudo está perfeito: o sistema reage de maneira rápida e fluida, sem a menor sombra de engasgos, mas o design parece imaturo. A diretriz está clara, mas no S5 a nova versão da TouchWiz lembra um campo de obras. Nessa história o Android também não é inteiramente isento de culpa. Por ser aberto, ele oferece uma variedade de linhas e possibilidades de design, especialmente no que diz respeito aos ícones dos aplicativos. A Samsung se move nesse terreno e não poderá se livrar totalmente dessa variedade visual - sistemas fechados também têm as suas vantagens.


O Design

Nada mudou, mas agora à prova d’água. Ninguém espera mais da Samsung surpresas revolucionárias no que se refere ao design, sobretudo para os seus carros-chefes. A companhia não mexe mesmo em time que está ganhando, e produz aparelhos como os seus clientes já conhecem. A Apple também faz isso há anos. O dispositivo é um pouco maior do que o S4, mas a diferença da tela é apenas de 0,1 polegada, ou seja, você não vai perceber nada de diferente. A moldura ao redor do display ficou mais larga, o que não irá agradar a todos.

Da mesma forma, a parte traseira de policarbonato opaco também encontrará seus críticos. Boas novas contudo traz o certificado IP67, o que torna o aparelho resistente a um mergulho relativamente longo. A desvantagem dessa construção robusta é o peso: o dispositivo não é somente maior do que o antecessor, ele também é mais pesado - 145 gramas contra 130 do S4.


A Tela

Nenhuma surpresa. Nada mudou na tela do mais novo dispositivo da Samsung. Ela aposta de novo na tecnologia AMOLED, dominada pela sul-coreana. Isso se faz notar nas cores intensas, contrastes precisos e nitidez impressionante. Um verdadeiro prazer visual para todo usuário de smartphone. Tudo, em resumo, que já encontrávamos no Galaxy S4.


A Câmera

Câmeras em smartphones são subestimadas. Mas ela não é somente mais uma função, e sim para muitos o motivo principal de compra de um aparelho. Em tempos de celulares baratos, é nela que uma fabricante premium pode acumular pontos extras para convencer o consumidor - e é exatamente isso que a Samsung faz. A começar pelo autofoco, extremamente rápido e preciso (segundo a Samsung, ele demora 0,3 segundos e com isso é mais rápido do que de qualquer outro smartphone) e culminando na prévia do modo HDR em tempo real. Para completar a boa impressão geral, vários modos de fotos e possibilidades de configuração enriquecem a experiência do usuário.


Scanner Digital 

A Apple aperfeiçoou a tecnologia, a HTC a reproduziu e agora a Samsung traz o sensor de digital para as massas. Como no iPhone, ele foi integrado ao homebutton. Deve-se passar o dedo sobre ele para destravar o telefone. Em meu teste, o destravamento ocorreu de maneira rápida e sem erros, podendo se tornar uma alternativa válida ao PIN ou senha de padrão. O sensor ainda tem outras funções. Existe, por exemplo, o chamado modo de segurança, com o qual se pode proteger determinados aplicativos ou documentos, só liberados com a digital do dono. Além disso, o dispositivo vem com suporte ao PayPal, e podemos autorizar pagamentos através do sensor de digital.

Sinceramente é um excelente aparelho, mas definitivamente se você possui o S4, não troque de forma alguma pelo S5. Ele pode ter novidades tecnológicas interessantes, mas ficou mais pesado, mais robusto, e na nossa humilde opinião, bem mais feio.

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