17 de novembro de 2017

Instagram: Compartilhando ainda mais suas Stories.

O Instagram ganhou uma nova forma de compartilhar stories. A partir dessa quinta-feira (16), ao acessar a versão web da rede social pelo celular — isto é, usando o navegador do smartphone —, o usuário poderá ver um ícone de câmera na parte superior esquerda do feed.

Basta tocá-lo para tirar uma foto ou enviar uma imagem da sua biblioteca. Em maio, a rede social liberou a publicação de fotos e vídeos de forma tradicional. Ou seja, posts no feed da plataforma que não desaparecem após 24 horas. Agora, quem não tem o app instalado no celular pode, também, criar histórias usando a versão web da rede social.
























O Site revela quanto vale seu post no Instagram e se você é influenciador. Outra novidade é a capacidade de salvar posts para vê-los mais tarde, também ao acessar a versão web do Instagram (instagram.com), pelo celular. Você pode ver essas publicações salvas ao tocar no ícone do marcador. 

De acordo com a plataforma, os recursos vão chegar aos poucos e para todos nas próximas semanas. Além de tirar uma foto ou adicionar uma imagem da galeria do seu celular, também será possível adicionar texto e mudar sua cor. Para concluir e publicar um novo storie, toque em “Compartilhar sua história”. Já o botão para salvar posts, fica localizado logo abaixo da imagem, no lado direito. Para ver um conteúdo salvo, no seu perfil, basta tocar no ícone de marcador.

E aí, o que achou?

Dose Dupla | Alleyway & Batman

Duas super dicas de Game Boy e PS Vita no Dose Dupla. Dá só uma olhada.

16 de novembro de 2017

Watch this!

Estamos vivendo a época do video, quanto a isso não resta dúvida. Os Blogs estão sumindo e textos mais elaborados se tornando produto de nicho.

Apesar do Brasil ser um país sem hábito de leitura, este fenômeno acontece no mundo todo. Eu me lembro do dia que assinei o Netflix. Achei um pouco esquisito, haviam poucos filmes, muitos deles sem legenda e outros com dublagens em línguas incomuns. Ah, e além disso o acervo era muito fraco. Era quase impossível achar o filme que você queria de fato ver. Era mais fácil entrar no site e assistir o que tinha disponível. Além disso não havia App para mobile nem para outros devices como Apple TV e consoles de video-game. Estranho pensar nisso hoje em dia, não é mesmo?

Claro que isso mudou. Além de ter um acervo enorme, o Netflix já há algum tempo produz conteúdo exclusivo. E isso atiçou os olhos de outras empresas que antes não eram concorrentes, como a Amazon. Agora, vejam vocês, chegou a vez do Facebook querer entrar na dança.

O serviço de internet está mudando e todo mundo está querendo esticar os braços. Amazon vendia produtos online, depois lançou e-book, livros digitais, hardwares e conteúdo próprio. Facebook era apenas um novo Orkut, mas abocanhou o WhatsApp e Instagram sendo hoje uma holding gigante. Por que não produzir filmes e séries? 

É o que promete o WATCH, serviço por assinatura que vai chegar pra brigar. E força ele vai ter. A questão toda é o que ele vai trazer de diferencial. Pra começar, conteúdo exclusivo. Hoje mesmo li sobre uma série da Amazon sobre O Senhor dos Anéis. Eu que nunca pensei em assinar o serviço de filmes da Amazon, mas agora há uma possibilidade visto que sou fanático por Tolkien e seu universo.  

Do jeito que nosso amigo Mark é esperto, provavelmente o Facebook não virá apenas com conteúdo exclusivo. Vai vir com mais coisa, conexão com as redes sociais e quem sabe até novos serviços. Me espanta o Google estar ainda quieto em relação a isso. Será que entra na briga também?

Só o tempo dirá.

7 de fevereiro de 2017

Chegou: YouTube ao vivo no seu celular

Depois de muita promessa, o app do Youtube agora já permite transmissão ao vivo pelo seu celular.

O serviço começou a ser disponibilizado hoje mesmo. Não é preciso baixar nenhum aplicativo novo, pois a função está presente no já conhecido app do YouTube.

Importante lembrar que por enquanto, apenas quem tiver mais de 10.000 inscritos em seu canal pode visualizar o botão de transmissão ao vivo. No futuro, o Google promete disponibilizar para todos, o que me dá um pouco de medo, sinceramente.

O funcionamento não é muito diferente de outros apps já conhecidos de streaming, como o Periscope e o Facebook. Você ativa a função, cria um título para o seu streaming, ajusta algumas configurações e começa a transmitir. É mais uma boa opção para transmissões de eventos, desta vez respaldada pelo site de vídeos mais popular do mundo. Estamos no aguardo!

17 de janeiro de 2017

GPD XD. O Senhor dos Emuladores?

Quando se fala em 'emuladores', a primeira coisa que passa na nossa cabeça é: "Quantos sistemas ele consegue emular?". Claro, isso porque o que mais a gente quer é poder carregar no bolso o maior número de opções de jogos possíveis.

Não estamos aqui falando dos jogos de celulares, mas os jogos de todos os consoles que marcaram a nossa vida. Certamente você sabe que até mesmo os celulares hoje em dia possuem alguns emuladores de jogos antigos, mas gamers geralmente gostam de botões, analógicos e não querem colocar os dedos na tela touch. Cá entre nós, atrapalha muito ficarmos com os dedos na tela, se podemos ter a tela livre e usar os botões.

O PSP se tornou ao longo do tempo uma das máquinas preferidas de emulação, apesar de sua gigantesca biblioteca própria de jogos. Há também outras opções como o Dingoo, que oferece uma portabilidade fantástica, mas tem configurações modestas demais para gamers mais exigentes.

Hoje vamos falar do GPD XD, que é basicamente um Tablet gamer que roda Android, travestido de 3DS XL. O hardware desta criança roda praticamente qualquer jogo de Android atual, desde os simples like-runs até mais pesados como o N.O.V.A.

Não é todo dia que se pode ter a ergonomia e portabilidade de um 3DS com um sistema Android que oferece inúmeras possibilidades. Ele apresenta dois analógicos, um D-pad, botões de ação e até mesmo gatilhos!


Sistemas emulados:

• GameBoy
• Game Boy Advance
• DS
• PSP
• SNES
• Nintendo 64
• Dreamcast
• PlayStation 1
• Master System
• Mega Drive
• Todos os jogos de Android da Google Play 


Além dos jogos, você pode curtir tudo conhecido de um tablet comum, como Netflix, You Tube, Apps de Redes Sociais e outros. Isso tudo dentro do seu bolso.

Ele tem um processador quadcore de 1,8 GHz com 2gb de ram voltado para jogos e uma plaquinha de vídeo que é nada mais nada menos que a Mali-T764. Outro diferencial deste console chinês é que ele também traz uma gigante bateria de 6000mA. Para você ter uma ideia, um iPhone 7 Plus tem 3000mA. Ou seja, tem muito jogo pra jogar.

O design, descaradamente copiado do 3DS XL, traz o estilo "Cluster shell", que protege a tela, estilo implementado nos 'Game & Watch' e que foi perpetuado pelo GBA SP e NDS. Me incomoda um pouco o espaço vazio na parte debaixo, que no 3DS XL fica a tela. Poderiam ter utilizado melhor a área com algum botão extra, saída de som ou outra coisa.

De qualquer forma fica aí a nossa sugestão. Gostou? Abaixo um vídeo bem explicativo sobre o Console Portátil.

18 de março de 2016

Apple Events. Prepare-se para os próximos eventos da Maçã.

Sempre que há um evento especial da Apple, ela geralmente transmite ao vivo o vídeo pelo seu site ou então na Apple TV. Mas a de nova geração ainda não tinha um aplicativo específico para isso, coisa que mudou hoje.

Quem tem a nova Apple TV agora pode baixar na App Store um aplicativo específico para eventos da Apple, como aquele que aparece nas gerações anteriores do dispositivo. Na busca, ele se chama Apple Events e pode ser instalado gratuitamente. O mesmo aplicativo não aparece nas buscas para iPhone e iPad.




O evento de segunda começa a ser transmitido por vídeo a partir das 14h, pelo horário de Brasília. Não perca!

2 de março de 2016

Recarga Celular: A festinha acabou.

Um app falso para Android infectou o celular de milhares de usuários brasileiros. Chamado de Recarga Celular, o aplicativo malicioso estava no ar na Google Play Store desde novembro de 2015 e foi baixado cerca de 5 mil vezes durante o período.

A denúncia sobre o golpe foi feita pela empresa de segurança Kaspersky Lab, na última terça-feira. O programa fraudulento prometia fazer recargas em smartphones de várias operadoras do Brasil. Com isso, o objetivo principal era clonar os cartões de créditos das pessoas que baixavam o serviço. Para atrair usuários, o Recarga Celular oferecia o dobro de créditos no primeiro pagamento de cada cliente.

Aparentemente, o Recarga Celular era um app comum de recarga de créditos, apresentando telas em que era preciso inserir o número do chip e a quantidade de créditos. Logo em seguida, outros dados eram exigidos, como número do cartão de compras, data de validade, código de segurança (CVV), CPF e nome completo. Todas as informações iam para um site registrado no Brasil, sem qualquer relação com as operadoras de telefonia, como Oi, TIM, Vivo e Claro. Depois de conseguir as informações das vítimas, o desenvolvedor do aplicativo conseguir clonar os cartões de crédito. O golpe foi reconhecido quando os usuários passaram a comentar na loja do Google, informando que não tinham recebido os créditos e que, ainda por cima, tiveram problemas com seus cartões. Ao descobrir a fraude, a Kaspersky Lab fez a denúncia ao Google que, enfim, retirou o aplicativo do ar. 

“Alertamos aos usuários de Android que baixem e utilizem somente os apps oficiais das operadoras de telefonia na hora de recarregar o celular. Desconfie de supostas promoções oferecidas pelo apps, isso é um claro sinal de que se trata de um golpe”, alertou o analista sênior de segurança da Kaspersky, Fábio Assolini. A dica pode ser útil, considerando que não é a primeira vez que esse tipo de golpe ocorre no sistema operacional do Google. Em 2014, por exemplo, foram encontrados os dois primeiros trojans bancários para dispositivos móveis desenvolvidos no Brasil. Ainda em outubro de 2015, um outro aplicativo falso de recarga de celular fez algumas vítimas, sendo retirado do ar pouco tempo depois.

Atenção e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. 

13 de janeiro de 2016

Uncharted: indispensável.














E finalmente, o gamer aqui que sempre teve apenas consoles Nintendo e pulou todos os PlayStation®, está correndo atrás do tempo perdido. Depois de ter jogado o Uncharted Golden Abyss no PSV, acabo de fechar pela 1ª vez a trilogia remasterizada no PS4.

E só tenho uma coisa a dizer: que franquia!

UNCHARTED GOLDEN ABYSS: Apesar de ter menos ação do que todos, tem uma grande história, personagens carismáticos, ritmo perfeito, excelentes puzzles e gráficos inimagináveis para um portátil. Além disso, ele se utiliza de várias features do console para interagir com o jogo, usando a tela e a parte traseira do Vita, ambos com tecnologia touch. Sensacional. NOTA: 8.5

UNCHARTED 1: DRAKE'S FORTUNE
O início de tudo apresenta o protagonista em cenários muito bonitos. A história é sensacional e o enredo, idem. O jogo envelheceu um pouco nos gráficos e na jogabilidade, que hoje em dia é um pouco dura. Além disso tem uma variação limitada de cenários e situações, mas oferece puzzles muito bons. Por ser o 1º de todos, merece nosso respeito. NOTA: 7.5

UNCHARTED 2: AMONG THIEVES Uma obra-prima da história dos vídeo-games. Com uma história fantástica, o jogo apresenta uma trama muito criativa, com cenários deslumbrantes, que variam entre montanha, cidades destruídas, cavernas, perseguições em trem e avião. Cenas de combates épicas, muito exagero cinematográfico (o que é excelente para o gênero), personagens carismáticos e uma Direção de Arte de cair o queixo. NOTA: 10

UNCHARTED 3: DRAKE'S DECEPTION Sem dúvida alguma é o jogo mais sombrio de todos. Com uma direção de arte que se utiliza de uma palheta de cores menos saturadas, o jogo abusa de ambientes abandonados e fúnebres com um clima mais Tomb Raider. Drake também não está tão bem-humorado e faz menos piadas que nos jogos anteriores, o que reflete também o seu amadurecimento. Além disso me pareceu ser o jogo mais difícil da franquia. Seu único ponto fraco, que não o faz empatar com seu antecessor, é um número muito pequeno de puzzles, focando mais na ação. NOTA: 9.5

E você, o que achou? Qual é a sua opinião. Escreve aí. 

3 de setembro de 2015

Robin: tudo na nuvem

O smartphone Robin, da Nexbit, está fazendo sucesso na Internet e já arrecadou além da sua meta inicial de US$ 500 mil no Kickstarter. O destaque do celular com sistema Android é que ele usa o armazenamento em nuvem para quase todas as funções, sem precisar lotar o espaço interno. A integração com a nuvem é direta e usa a conexão Wi-Fi para enviar fotos, vídeos e mais.


Celular Janus One fica ligado por 90 dias e serve de bateria extra O smartphone Robin é otimizado para manter o hardware funcionando com espaço equilibrado, enviando os arquivos para um serviço de nuvem próprio. As transferências são feitas sem a necessidade de aplicações extras: tudo de forma automática e simples. Por dentro do celular está um processador Snapdragon 808 com 3 GB de memória RAM. O armazenamento é de 32 GB internos e 100 GB online.



A equipe da Nexbit é formada pelo CEO, Tom Moss, e pelo Co-fundador e CTO da empresa, Mike Chan, ambos envolvidos na formulação do Android, sistema móvel do Google, desde o início. O celular oferece uma tela de 5,2 polegadas Full HD e duas câmeras: uma lente traseira com 13 megapixels e outra frontal com 5 MP.

A bateria tem potência de 2.680 mAh e há conectividades Bluetooth 4.0, NFC, Wi-Fi, GSM, GPS e mais. O Robin pode ser comprado por valores a partir de US$ 299 (cerca de R$ 1.118 em conversão direta), nas cores verde e cinza. A estimativa é de que o envio dos aparelhos seja iniciado a partir de janeiro de 2016. Os primeiros lotes estarão disponíveis para diversos países no mundo, mas o Brasil está fora da lista, pra variar.

19 de agosto de 2015

Mi 5: Diretamente da China para seu bolso. Se couber.

O Mi 5 deve ser o próximo top de linha da Xiaomi. O novo smartphone da fabricante chinesa deve ser lançado ainda em 2015. Uma série de rumores e notícias vazadas têm aparecido nos últimos meses, dando destaque às configurações poderosas do aparelho.

Confira quais são as principais expectativas para o Xiaomi Mi 5.

Processador

Acredita-se que a Xiaomi opte pelos recém lançados Snapdragon 820, da Qualcomm. Os novos processadores octa-core, têm interface de 64 bits e alternam velocidades conforme o uso: em baixa demanda, o chip pulsa a 1,8 GHz para economizar energia. Em situações que exigem mais performance, o novo Snapdragon acelera até 2,2 GHz. O SoC conta também com uma GPU Adreno 530.

Tela e especificações

Outras informações especulam que o Mi 5 será construído com uma tela de 5,3 polegadas com resolução de 2560 x 1440 pixels, o que dá ao display a alta densidade de 554 pontos por polegada. Em termos de memória, são 4 GB de RAM e versões de 16 ou 64 GB de espaço interno, sem a possibilidade de expansão via cartão microSD. A câmera do Xiaomi Mi 5 deve ter estabilização ótica e sensor de 16 megapixels, acompanhado por um sistema de flash dual LED. Será possível gravar vídeos em resolução 4K, a 30 quadros por segundo, Full HD a 60 quadros e HD (720p) a 240 quadros.

Design e interface



Embora não existam imagens oficiais sobre o Mi 5, a aposta é que o novo smartphone da Xiaomi apresente um aspecto bastante fino, de apenas 5,3 mm de espessura. A promessa do design é bastante surpreendente levando-se em conta que a bateria do smart deve ser enorme, com 3.030 mAh (para comparação, o Galaxy S6 usa uma bateria de 2.550 mAh).

Outra aposta é de que o Mi 5 terá sensor biométrico e usará porta USB tipo-C para recargas e transferência de dados. O Xiaomi Mi 5 deverá rodar Android 5.1.1 pré-instalado e a expectativa é de que a fabricante opte por aplicar a MIUI 7, interface customizada sobre o sistema operacional do Google.

12 de agosto de 2015

Colunista convidado: Luiz Monteiro

[RESENHA] Emoticon grin KINGDOM HEARTS (PS3) (Contém alguns spoilers)

Desde o início de 2015 eu sigo uma regra de ouro para comprar jogos: só posso após finalizar 5 velhos. Essa é uma bobagem que li num texto gringo, mas que me poupou dinheiro e acúmulo na já infinita backlog.

Nas últimas semanas essa janela de oportunidade se abriu, o que é sempre um momento único. Que jogo comprar? Um novo? Um de geração passada que eu perdi? Um indie bem falado? A recente E3, alguns textos e um amor nunca realizado pelos RPGs me fez optar por um jogo que eu ouvia muito, mas nunca havia sequer visto gameplay: Kingdom Hearts.

É importante frisar aqui, antes de falar do jogo, que eu sou um neófito no sagrado gênero japonês. Durante anos minha experiência com RPGs se limitava a Paper Mario (1 e 2) e os primeiros jogos de Pokémon pro Gameboy. Nada de Final Fantasy, Dragon Quest ou Persona. Ter jogado Ni No Kuni em 2013 me abriu a cabeça para esse fantástico universo. Em decorrência dessa jóia da Level 5, fui atrás de Chrono Trigger e esse ano tive o prazer de ficar 70 horas com Ramza Beolve em Final Fantasy Tactics.

Essa volta toda é só pra dizer que eu tinha uma expectativa alta com Kingdom Hearts. Antes sequer de colocá-lo no PS3 já esperava ter em mãos um clássico. Pois bem, quebrei a cara. Existem formas de endereçar meus problemas com o jogo. Pela internet é possível ver algumas críticas batidas, como a má execução da câmera ou mesmo o segmento de plataforma que é frouxo. Concordo com essas, mas consigo classificá-las como “concessões”. Não são esses pontos que maculam a experiência. Minhas divergências se situam em três campos: a exploração dos mundos, o sistema de batalhas e a coesão narrativa.

Apesar de ser um JRPG, a dinâmica básica de Kingdom Hearts o assemelha a um dungeon crawler. O ritmo básico do jogo é o seguinte: 1. Compra de itens em Traverse Town; 2. Uso da nave em direção a um novo planeta; 3. Exploração do mundo Disney e confronto com o chefão; 4. Volta ao item 1. Para essa estrutura dar certo é preciso que todo mundo visitado tenha uma experiência imersiva diferente.

Zelda faz isso muito bem ao dividir cada dungeon numa ante-sala povoada (Kokiri Forest, por exemplo) e o labirinto em si (Deku Tree). Isso não acontece nos planetas de Kingdom Hearts. Os lugares visitados - inspirados nas obras Disney - são vazios, com poucos personagens para interação. No lugar desses há um montante de inimigos repetitivos, que tornam a exploração enfadonha e cansativa. Esse trajeto funciona por 80% do jogo. Nos 20% finais, a mudança é abrupta. Em Hollow Bastion e End of the World (sim, esse é o nome do último estágio) a dificuldade é incrementada de maneira considerável, tornando os mundos mais robustos. Isso aumenta o desafio, o que é bom por um lado, mas tem por contrapartida um estranhamento no que diz respeito ao sistema de batalha. As batalhas do jogo pouco se assemelham aos RPGs clássicos. Se esses priorizam o modelo de luta por turno, KH abraça o gênero de ação nos moldes de hack n’slash. E durante os mesmos 80% do jogo em que a exploração é capenga e os mundos vazios, é amassando botões que você avança na história. 

O nivelamento dos personagens parece afetar pouco a dinâmica de batalha, porque cada mundo novo é perfeito em dificuldade para os seus personagens. Isso muda no final. Os dois últimos mundos tem batalhas memoráveis em decorrência de sua dificuldade. Uma mudança bem vinda, mas que peca por não ser introduzida numa curva de aprendizado. Passei horas enfrentando chefes - e xingando-os - em confrontos que deveriam ser resolvidos em minutos. Pegando o estágio final como exemplo: nele você enfrenta 12 chefões e metade desses exige uma postura diferente do hack n’slash praticado na maior parte do jogo. Por fim, mas não menos importante: a história é fraca. E por fraca eu não quero dizer que é infantil ou boba - sendo honesto, a maioria dos RPGS é assim -, mas sim que ela não faz muito sentido. Nem mesmo a decisão de uma estrutura narrativa calcada na figura do herói que combate o mal funciona bem, já que a história é pululada por mundos Disney pouco conexos.

Os vilões são aleatórios, os conflitos mal desenvolvidos - a rixa Riku e Sora chega a ser patética - e o mote principal é pobre. No meu parco passado com os RPGs, era a história que me fazia avançar no jogo. Sendo esse aspecto mal construído em Kingdom Hearts, confesso que muitas vezes flertei com o abandono do jogo. Com todos esses predicados daria pra dizer que o jogo é ruim, mas não é a minha intenção. Talvez o hype que eu pus em cima da obra a tenha tornado estranha pra mim. Kingdom Hearts é bacana. Tem uma trilha sonora impecável, um trabalho de voz excelente considerando à época em que foi lançado (2002) e um gameplay que é sim bom, apesar das minhas críticas. Mas eu esperava um clássico. KH é, no máximo, uma idéia interessante.

NOTA: 7
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Por Luiz Monteiro
Rio de Janeiro - RJ
lormjunior@gmail.com